02.07.18
(Mateus,
5–4)
... porque herdarão a Terra”.
Os ensinamentos de Jesus,
que passaram para a História como o “Sermão da Montanha”, ou “Sermão do Monte”,
são exortações aos que sofrem, mas que amam e confiam em Deus.
Essas lições (as bem-aventuranças)
aos Seus discípulos e às multidões, eram coisas totalmente “fora de propósito”,
se considerarmos as normas do Império Romano, de então.
No tempo de Jesus, o
Império Romano, que conquistara vastas regiões, Judeia e Galileia inclusive, subjugava
os povos conquistados. Desobediências, não raro, resultavam em punições cruéis,
quando não, a morte...
Nessa segunda bem-aventurança, das nove, o Sublime
Mestre afirmou que a Terra seria dos mansos, ao contrário de como pensavam
e viviam as autoridades romanas e doutores da lei, com grande poder.
À época, “ser manso” era tido
pela maioria, como aliás é até hoje, como fraco, sem coragem.
Contudo, a mansuetude
proclamada por Jesus, certamente se referia à aceitação das dificuldades
terrenas, fé na Justiça Divina, às vezes diante até mesmo de provações,
vivenciadas com resignação, sem revolta ou blasfêmia.
Assim, como Jesus
exemplificou inúmeras vezes, ser manso, então, seria ter confiança na Bondade
do Criador, do que resultaria “ganhar a Terra”, isto é, ser herdeiro de um
mundo melhor, ou seja, um mundo de regeneração.
Tais lições eram insuportáveis
para os conquistadores, que se julgavam “os donos eternos do mundo”...
Essas afirmações levaram
Jesus a ser considerado um “agitador”, pelo que foi declarado pelas autoridades como “inimigo de
Roma”, isto é, contrário à realidade vivenciada pelo Império.
Estando Jesus na Judeia, que
tinha Jerusalém como capital e Pôncio Pilatos como governador romano, não tardou e o Excelso Mestre foi condenado à morte.
Justamente Jesus, que foi o
exemplo máximo de mansidão...
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