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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Bem-aventurados os mansos...


02.07.18

(Mateus, 5–4)


... porque herdarão a Terra”.
Os ensinamentos de Jesus, que passaram para a História como o “Sermão da Montanha”, ou “Sermão do Monte”, são exortações aos que sofrem, mas que amam e confiam em Deus.
Essas lições (as bem-aventuranças) aos Seus discípulos e às multidões, eram coisas totalmente “fora de propósito”, se considerarmos as normas do Império Romano, de então.
No tempo de Jesus, o Império Romano, que conquistara vastas regiões, Judeia e Galileia inclusive, subjugava os povos conquistados. Desobediências, não raro, resultavam em punições cruéis, quando não, a morte...
Nessa segunda bem-aventurança, das nove, o Sublime Mestre afirmou que a Terra seria dos mansos, ao contrário de como pensavam e viviam as autoridades romanas e doutores da lei, com grande poder.
À época, “ser manso” era tido pela maioria, como aliás é até hoje, como fraco, sem coragem.
Contudo, a mansuetude proclamada por Jesus, certamente se referia à aceitação das dificuldades terrenas, fé na Justiça Divina, às vezes diante até mesmo de provações, vivenciadas com resignação, sem revolta ou blasfêmia.
Assim, como Jesus exemplificou inúmeras vezes, ser manso, então, seria ter confiança na Bondade do Criador, do que resultaria “ganhar a Terra”, isto é, ser herdeiro de um mundo melhor, ou seja, um mundo de regeneração.
Tais lições eram insuportáveis para os conquistadores, que se julgavam “os donos eternos do mundo”...
Essas afirmações levaram Jesus a ser considerado um “agitador”, pelo que foi declarado pelas autoridades como “inimigo de Roma”, isto é, contrário à realidade vivenciada pelo Império.
Estando Jesus na Judeia, que tinha Jerusalém como capital e Pôncio Pilatos como governador romano, não tardou e o Excelso Mestre foi condenado à morte.

Justamente Jesus, que foi o exemplo máximo de mansidão...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Parábola do rico e Lázaro

26.02.2018

Parábola do rico e Lázaro - (síntese)



Havia um homem rico, trajes de luxo, banquetes diários...
À sua porta, Lázaro, um mendigo, ulceroso, aguardava os restos e até os cães vinham lamber-lhe as feridas...
Lázaro morreu e foi levado à presença de Abraão.
O rico também morreu, perambulou com tormentos e viu o pobre com Abraão, a quem implorou que Lázaro lhe desse ao menos uma gota de água, pois estava sedento e torturado pelo calor intenso. Abraão disse-lhe então que não poderia atendê-lo, pois quando ele era rico, e Lázaro pobre, não o atendera jamais. O rico implorou então que Lázaro fosse até a casa de seu pai e irmãos, alertando-os para que não cometessem o mesmo erro dele. Abraão disse: eles já têm Moisés e os profetas... que os ouçam. O rico insistiu, argumentando que sendo morto, Lázaro certamente seria ouvido e fariam penitência. Abraão retorquiu: se não ouvem Moisés e os profetas, não ouvirão Lázaro...
(Lucas 16.19-31)
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● Ricos e pobres: a Humanidade;
● “Seio de Abraão”: mundo invisível e Espíritos com luz e paz;
● Riqueza na vida física, empregada apenas em luxo e prazeres, sem ações no Bem, ao cessar, carreará intensos tormentos;
● Pobreza na vida material, suportada sem blasfêmias, com humildade e resignação, dará paz de espírito ao que assim procede;
● Recompensas ou dificuldades após a morte, segundo tenha sido o comportamento na existência terrena: fútil ou segundo as Leis de Deus;
● Comprovação tácita de que os mortos podem falar com os vivos...
● Para mim, expõe que o rico, então arrependido, por bondade, pensou nos parentes, pretendendo evitar que não sofressem o que ele sofria.